Em qualquer tipo de sangramento, o organismo perde o mineral ferro. O ferro é um nutriente essencial à vida, responsável pela produção dos glóbulos vermelhos e pelo transporte do oxigênio para todas as células do corpo.

A deficiência desse nutriente resulta em anemia (chamado anemia ferropriva).      Os sintomas mais comuns são queda de pressão arterial, cansaço, falta de memória, tonturas, fraqueza e palpitação. Esse tipo de anemia pode ser causada por uma dieta pobre em ferro ou perda em excesso desse mineral.

Durante o período menstrual há perda de sangue e, consequentemente, de ferro. Em mulheres saudáveis, com ciclo regular e mediano, a perda sanguínea chega a no máximo 80mL por ciclo. Essa quantidade é inofensiva e incapaz de causar anemia, mas devemos considerar que cada corpo funciona de um jeito, e a perda de sangue através da menstruação varia de pessoa para pessoa.

Para que o organismo tenha a falta de ferro só por causa da menstruação, devem ser levadas em consideração algumas questões:

– Fluxo intenso, com perda de sangue excessiva. Um volume maior que 80mL pode ser alarmante, sendo que 120mL já é considerado quantidade para o desenvolvimento de anemia;

– Longa duração do período menstrual, ultrapassando os sete dias;

– Intervalo curto entre uma menstruação e outra. Ciclos com menos de 24 dias.

Portanto, se o fluxo for muito intenso, durar mais de sete dias, e o intervalo entre uma menstruação e outra for curto, isso pode significar um quadro de menorragia (sangramento uterino anormal), e é possível que o organismo fique com falta de ferro.

A anemia provocada por menorragia não é um diagnóstico frequente; poucas mulheres apresentam esse quadro. A ocorrência da anemia é muito mais comum no período pré-menarca. Quando a menina está perto de menstruar pela primeira vez, seu corpo atinge a fase de maior crescimento e precisa de cerca de 280mg de ferro somente para manter constante a concentração de hemoglobina sanguínea. Por sua vez, a menstruação demanda cerca de 178mg de ferro durante um ano inteiro.

O consumo ideal de ferro por dia é de 15mg para mulheres com menos de 50 anos; 30mg para grávidas; e 10mg para mulheres após a menopausa e homens de qualquer idade.

O ferro heme é encontrado nas carnes, enquanto o ferro não-heme está presente nos alimentos de origem vegetal, o ferro não-heme, para ser melhor absorvido é necessário um consumo balanceado junto com alimentos que possuem Vitamina C.

ALIMENTOS RICOS EM FERRO

Couve: além de ferro, a folha também é rica em cálcio, ajudando o fortalecimento dos ossos.

Tomate: fonte de ferro, cálcio, potássio, fósforo, vitamina A, C e licopeno.

Damasco: rica em ferro e fibras, ajudando também a regular o seu intestino. Pode ser consumido em saladas de frutas ou sozinho.

Trigo: fibras, vitaminas do complexo B e sais minerais, como ferro e magnésio.

Quinoa: uma fonte rica de ácidos graxos como ômega 3 e 6, ferro, cálcio, fósforo, zinco, ácido ascórbico e vitaminas do complexo B como tiamina (B1), riboflavina (B2) e niacina (B3).Pode ser consumida no lugar do arroz ou em receitas.

Feijão: carboidratos, proteínas ricas em lisina, vitaminas (principalmente as do complexo B), sais minerais como ferro, cálcio, potássio e fósforo e fibras

Beterraba: As suas folhas verde-escuras são ricas em cálcio, ferro e vitaminas A e C. A raiz, roxa e doce, é uma excelente fonte de ácido fólico, fibras, manganês e potássio.

Tofu: rico em ferro e proteína

Lentilha: além de ferro possui Carboidratos, fibras, proteínas e lipídeos, Ácido fólico, tiamina, vitamina B6, ácido pantotênico; niacina, riboflavina, vitaminas C e K em 2 e vitamina E

ALIMENTOS QUE REDUZEM OS SINTOMAS MENSTRUAIS

Folhas verdes escuras como couve, agrião, rúcula, espinafre, são ricas em vitaminas A, C, K, folato e vitaminas do complexo B, minerais, cálcio, ferro, fitoquímicos e fibras essenciais para o bom funcionamento do nosso organismo, as fibras que podem aliviar os problemas digestivos associados ao ciclo menstrual. E a vitamina A presente nessas folhas combate a pele seca e a acne hormonal advindas do período menstrual! Pode-se iniciar o dia com um suco verde.

EVITAR DURANTE A MENSTRUAÇÃO

Cafeína: pode alterar mais o humor te deixando pra baixo

Comida processada/ sal: te faz sentir pesada e deixa mais inchada

Açúcar refinado: atrapalha o nível de glicose e traz sensação de cansaço

Comida gordurosa: causa desequilíbrio hormonal e dores nas mamas

Bebidas alcoólicas: em excesso podem aumentar o ciclo menstrual

Referencias

Fujimori E, Szarfarc SC, Oliveira IMV de. Prevalência de anemia e deficiência de ferro em adolescentes do sexo feminino – Taboão da Serra, SP, Brasil. Rev.latino-am.enfermagem, Ribeirão Preto, v. 4, n. 3, p. 49-63, dez. 1996.

Belisiário MSN. Comparação do tratamento da hemorragia uterina disfuncional com sistema intrauterino liberador de levonorgestrel e ácido tranexâmico [Tese]. Campinas: Unicamp; 2011.

Barcelos RS, Zanini RV, Santos IS. Distúrbios menstruais entre mulheres de 15-54 anos de idade em Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil: estudo de base populacional. Cad. Saúde Pública. Nov 2013; 29(11): 2333-2346.

Sobre mim

Nascida em São Paulo, no ano de 1982, enquanto o sol estava em Aries. Sonhava em ser professora, escritora e acadêmica. Sempre amou mato, praia e animais.
Com ascendente em Touro, sempre teve muito apetite, comia tudo que via pela frente. Em 2000 concluiu o magistério, 2001 começou a lecionar.

Em meados de 2003 teve o primeiro contato com o universo vegetariano, quando sua irmã começou a transição para essa dieta. Interessou-se, experimentou, aprendeu algumas receitas, mas continuou sua vida entre receitas vegetarianas e carnistas, mas sempre recebendo bem as informações sobre alimentação, benefícios, saúde e exploração animal.

Em 2010 concluiu a graduação em Pedagogia e em 2012 a pós em Psicomotricidade. Em outubro de 2015 esse banco de informação foi se transformando em consciência, gradativamente foi retirando o consumo de carne no dia a dia, e em maio 2016 tomou a decisão de não se alimentar de morte. E em 2018 resolvi dividir informações e dicas nesse Blog.