O DESEMPENHO ESCOLAR COMEÇA NA GESTAÇÃO

Estado nutricional e desenvolvimento neuronal começa na gestação

O impacto da alimentação no desempenho escolar de uma criança começa muito antes de  ingressar na escola, podendo o estado nutricional pré-natal da mãe, ter implicações a longo prazo no desempenho escolar do filho. A alimentação da grávida, e consequentemente a sua variação ponderal ao longo da gravidez, assim como o seu Índice de Massa Corporal (IMC) antes da gravidez, influenciam o desenvolvimento neurológico e cognitivo do seu filho, já que a disponibilidade nutricional adequada é fundamental para um correto desenvolvimento cerebral. O baixo peso ao nascer (˂2,5 kg), relacionado com o baixo IMC antes da gravidez e/ou reduzido ganho de peso durante a mesma, está associado a morbilidades (relação entre os casos de doença e o número de habitantes de um aglomerado populacional; morbidade) a longo prazo, inclusive a défices de crescimento, de desenvolvimento neuro-comportamental e cognitivo, a problemas de aprendizagem e a um menor QI. Também a idade gestacional, negativamente associada ao ganho de peso inadequado durante a gravidez, está relacionada com a inteligência, em particular com o raciocínio não-verbal e o processamento de informação, e há uma maior incidência de doenças psiquiátricas e hiperatividade em crianças que nasceram prematuramente. O cérebro humano desenvolve-se rapidamente no último trimestre da gravidez e nos primeiros 2 anos de vida, este é o período mais crítico do seu desenvolvimento. O peso do cérebro de um recém-nascido representa cerca de 10% do total do seu peso, enquanto que o de um adulto representa apenas 2% – atingindo aos 2 anos de idade cerca de 80% do peso do cérebro de um adulto, terminando nesta altura grande parte do seu desenvolvimento, que continua até à adolescência. Essa elevada taxa de crescimento cerebral torna a criança vulnerável a inadequações nutricionais, com consequências no desenvolvimento cerebral, dependentes do nutriente em défice, do estado de desenvolvimento da criança, do grau da deficiência e da sua duração, que nesta fase poderá mesmo derivar em défices de cognição permanentes. A subnutrição nos primeiros anos de vida está associada a baixo QI, a fracos resultados académicos a longo prazo a défices de atenção e a comportamento agressivo a longo prazo. Segundo estudos realizados em países industrializados, também a amamentação parece estar associada a melhor desenvolvimento cognitivo, mas como a decisão de amamentar é mais comum em mulheres com maior escolaridade, nível socioeconômico e inteligência, é difícil de distinguir os efeitos do leite materno de outros efeitos benéficos nesse desenvolvimento. Embora o período pré-escolar não seja um período crítico de desenvolvimento, o cérebro continua a desenvolver-se, particularmente na área que se pensa ser responsável por atividades cognitivas como a atenção e resolução de problemas, qualquer dano que ocorra nesta fase pode ter resultados a longo prazo.

Sobre mim

Nascida em São Paulo, no ano de 1982, enquanto o sol estava em Aries. Sonhava em ser professora, escritora e acadêmica. Sempre amou mato, praia e animais.
Com ascendente em Touro, sempre teve muito apetite, comia tudo que via pela frente. Em 2000 concluiu o magistério, 2001 começou a lecionar.

Em meados de 2003 teve o primeiro contato com o universo vegetariano, quando sua irmã começou a transição para essa dieta. Interessou-se, experimentou, aprendeu algumas receitas, mas continuou sua vida entre receitas vegetarianas e carnistas, mas sempre recebendo bem as informações sobre alimentação, benefícios, saúde e exploração animal.

Em 2010 concluiu a graduação em Pedagogia e em 2012 a pós em Psicomotricidade. Em outubro de 2015 esse banco de informação foi se transformando em consciência, gradativamente foi retirando o consumo de carne no dia a dia, e em maio 2016 tomou a decisão de não se alimentar de morte. E em 2018 resolvi dividir informações e dicas nesse Blog.