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FAST FOOD E O BAIXO RENDIMENTO ESCOLAR

Um estudo feito pela Universidade Estadual de Ohio, EUA, publicado no periódico Clinic Pediatrics, mostrou que o consumo de fast food está ligado ao baixo rendimento de alunos. Os alunos foram avaliados nas disciplinas de leitura, matemática ciências, e quanto maior o consumo de fast food do aluno, menor o rendimento escolar do mesmo.

Esse resultado tem relação com a falta de nutrientes necessários para o crescimento, desenvolvimento, memória, desempenho e aprendizado.

As evidências sugerem fortemente que as deficiências nutricionais podem levar também a problemas comportamentais, independentemente do ambiente social e de fatores psicológicos, pelo que, segundo estudos realizados em escolas que implementaram programas de alimentação escolar, a melhoria da ingestão nutricional das crianças parece resultar em benefícios bastante significativos no comportamento, predispondo-as a comportamentos    antissociais, incluindo a disciplina na sala de aula, a interação com os colegas e o seu bem-estar emocional, inclusivamente ao nível da ansiedade, depressão e motivação

A má nutrição, a subnutrição e o desequilíbrio nutricional podem afetar a aprendizagem e a memória por modificarem ou interferirem com a fisiologia e/ou a estrutura cerebrais, podendo os danos ser temporários, se prevalecerem enquanto o problema nutricional existir, ou irreversíveis, se ocorrerem num período crítico do desenvolvimento da criança

De acordo com Coutre e Schmitt (2008), o papel da alimentação na cognição pode ser dividido em duas propriedades principais dos alimentos: a percepção da comida de forma indireta, durante o consumo e a digestão, e os componentes intrínsecos da nutrição e os seus efeitos diretos no cérebro. Indiretamente a alimentação afeta a função cerebral através de mudanças a nível vascular, imunológico, metabólico, sensorial e hormonal, já que, tal como todos os outros órgãos, o cérebro está vulnerável aos processos fisiológicos extra cerebrais. Segundo estes autores, a alimentação diária tem essencialmente 4 componentes com o potencial de afetar diretamente a função cerebral: a energia, os precursores celulares, os cofatores e outros componentes psicoativos ou com efeitos na função cerebral

A energia é talvez a característica da alimentação que mais evidentemente afeta o desempenho neurológico. No nascimento o cérebro da criança é responsável por 44% da taxa de metabolismo basal, cerca do dobro da energia gasta pelo cérebro adulto, o que se deve parcialmente à elevada razão entre o tamanho cerebral e o tamanho corporal nas crianças. As necessidades energéticas cerebrais sob condições fisiológicas normais são conseguidas quase exclusivamente através da glicose, pelo que nos primeiros 10 anos de vida a utilização absoluta de glicose pelo cérebro das crianças chega a ser o dobro da dos adultos, devido aos elevados graus de conectividade sináptica durante a infância. Sendo o órgão do corpo mais metabolicamente ativo, o cérebro precisa continuamente de glicose, o seu combustível básico.

Para além de energia, a alimentação fornece precursores essenciais para o cérebro, como ácidos gordos e aminoácidos. O papel dos ácidos gordos poli saturados de cadeia longa, ômega3 e 6, têm adquirido muito interesse no contexto do desenvolvimento neurológico e de doenças neuropsiquiátricas, como a hiperatividade e a depressão, estando também sob investigação outros lipídios. A síntese de neurotransmissores importantes, incluindo a serotonina, a dopamina, a noradrenalina, a histamina e a glicina, pode ser modulada pela disponibilidade dos aminoácidos seus precursores, triptofano, tirosina, histidina e treonina, respectivamente, pelo que aqui a ingestão proteica tem um papel importante. A alimentação fornece ainda micronutrientes como ferro, zinco, iodo, magnésio, vitamina A, vitaminas B e vitamina C, que atuam como cofatores em processos enzimáticos no metabolismo dos neurotransmissores, dos lipídios estruturais e funcionais do cérebro, das proteínas, do DNA e do RNA, assim como no metabolismo energético

A glicose é essencial para a função cerebral, pois a maioria do cérebro consome mais de 50% dos HC, aproximadamente 80% do qual é usado apenas para obtenção de energia(26), podendo assim a natureza do fornecimento de glicose ao cérebro afetar o desempenho cognitivo. A ingestão de alimentos com baixo índice glicémico assegura níveis baixos de insulina e regula a glicemia, fornecendo ao cérebro uma concentração suficiente e prolongada da glicose sanguínea, que consequentemente melhora a qualidade e a duração do desempenho intelectual. Nas crianças, adolescentes e idosos, assim como nos diabéticos, o mau controlo glicémico está associado a baixo desempenho no momento de testes de memória e, como já foi referido, a tolerância à glicose está associada ao comportamento.

A ingestão adequada de micronutrientes é uma medida básica necessária para promover o funcionamento cognitivo óptimo, mas as recomendações diárias de ingestão de micronutrientes não refletem necessariamente os valores óptimos no que diz respeito ao funcionamento cerebral, que podem variar com as características demográficas, como a idade e o sexo, com os estilos de vida e com fatores genéticos. As deficiências em ferro, iodo, zinco e vitamina A são as que têm um maior impacto no desenvolvimento das crianças em países subdesenvolvidos, que, apesar de alguma controvérsia, também podem ocorrer de forma subclínica nos países industrializados.

Sobre mim

Nascida em São Paulo, no ano de 1982, enquanto o sol estava em Aries. Sonhava em ser professora, escritora e acadêmica. Sempre amou mato, praia e animais.
Com ascendente em Touro, sempre teve muito apetite, comia tudo que via pela frente. Em 2000 concluiu o magistério, 2001 começou a lecionar.

Em meados de 2003 teve o primeiro contato com o universo vegetariano, quando sua irmã começou a transição para essa dieta. Interessou-se, experimentou, aprendeu algumas receitas, mas continuou sua vida entre receitas vegetarianas e carnistas, mas sempre recebendo bem as informações sobre alimentação, benefícios, saúde e exploração animal.

Em 2010 concluiu a graduação em Pedagogia e em 2012 a pós em Psicomotricidade. Em outubro de 2015 esse banco de informação foi se transformando em consciência, gradativamente foi retirando o consumo de carne no dia a dia, e em maio 2016 tomou a decisão de não se alimentar de morte. E em 2018 resolvi dividir informações e dicas nesse Blog.